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Antes restrita às "paredes naturais", a escalada invadiu as grandes cidades por conta das instalações montadas em academias e ginásios. E mais do que proporcionar a emoção de desafiar a gravidade, esse esporte também traz uma série de benefícios para a saúde dos praticantes, desenvolvendo equilíbrio, músculos e capacidade aeróbica.
De acordo com Leonardo Ramos, doutor em medicina pela Unifesp e especialista em medicina do esporte, ortopedia e traumatologia, o grande diferencial da modalidade é trabalhar a consciência corporal. "É uma atividade ideal para quem tem dor nas costas e problema de postura, por exemplo", diz.
O especialista acrescenta ainda que, do ponto de vista muscular, os praticantes desenvolvem bastante tronco, abdome e região lombar, que são as áreas mais exigidas. Porém, também é possível trabalhar a impulsão e os membros superiores. "A escalada é um esporte muito democrático. Você não precisa fazer o mesmo percurso de outra pessoa. Ao invés de um trabalho na vertical, é possível realizar travessias horizontais, que ajudam a trabalhar as pernas e a resistência."
Para começar a sentir os benefícios, Ramos recomenda que os iniciantes pratiquem a escalada duas ou três vezes por semana, durante uma ou duas horas em cada sessão. Por ser um esporte com vários níveis de dificuldade, a pessoa avança conforme sua técnica se desenvolve. Porém, chega um momento que ela fica estagnada. Então é necessário fazer uma reciclagem para continuar progredindo sem riscos de sofrer uma lesão, recomenda o médico.
Ele argumenta que as contusões não-traumáticas mais comuns são causadas, normalmente, por sobrecarga ou desequilíbrio muscular. E as articulações mais afetadas são as das mãos, dos ombros e dos joelhos. "Por isso é importante complementar a escalada com uma musculação e estar atento quando uma dor surgir, pois ela pode virar um problema grande lá na frente", diz.
Segurança contra o medo
Outra vantagem da escalada é que ela pode ser uma boa oportunidade para que os praticantes com medo de altura superem o problema. Segundo o especialista da Unifesp, isso é possível desde se adquira confiança na técnica e no equipamento. "Nessas condições, o indivíduo adquire confiança e é capaz de encarar o medo de uma forma segura", diz.
Porém, para que isso aconteça, é fundamental o uso dos equipamentos básicos de segurança. Rafael Veloso Furtado, instrutor da academia Casa de Pedra, afirma que os itens que um iniciante deve dispor são a cadeirinha, que custa entre R$150 e R$200, a sapatilha (de R$180 a R$200) e um saco de magnésio (R$25 a R$30). "A cadeira é vestida como um short, e é nela que a corda de segurança fica fixada para evitar quedas. Já a sapatilha conta com uma borracha mais aderente, e o magnésio deixa a mão seca e impede que o suor atrapalhe nos movimentos", explica.






