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Muitas vezes, no ambiente de trabalho, encontramo-nos diante de uma difícil situação: receber ordens de uma pessoa que não admiramos. A situação se agrava quando julgamos o chefe incapaz de exercer com propriedade as funções do posto que ocupa.
Nesses casos, a psicóloga Maria Terezinha Tomasia recomenda que antes de tudo se faça uma autoanálise. Para ela, devemos ver em que medida não somos nós que nos colocamos em uma situação de superioridade e subestimamos erroneamente a capacidade do gestor. Ela indica que perguntar aos colegas de trabalho se eles têm a mesma impressão pode ser uma boa forma de conferir a justeza de nossa avaliação.
No entanto, se a opinião inicial realmente se confirmar, a psicóloga salienta que o melhor a ser feito é continuar trabalhando corretamente e canalizar as energias apenas para o próprio sucesso. "Devemos evitar ‘cavar’ o fracasso do gestor. Agindo desse modo, nossa hora chegará antes da dele. Creio ser melhor investir na busca dos próprios objetivos do que ficar reclamando, vendo apenas os defeitos alheios."
Por outro lado, a psicóloga alerta que, se a falta de admiração (ou a repugnância) pelo chefe prejudicar a autoestima, o momento é de preparar o currículo e ir em busca de novos ambientes. "Não devemos deixar que o despreparo de um gestor para o cargo que ocupa destrua nossa autoestima. O mais importante é darmos valor a nós mesmos, pois certamente novas oportunidades surgirão", destaca.
Maria Terezinha adverte ainda que, como percebemos o mundo de acordo com nossas motivações, interesses e valores, antes de partirmos em busca de novos ares devemos analisar bem se não somos também causadores de situações indesejáveis. "Em caso afirmativo, iremos mudar somente o endereço de trabalho e levaremos o problema conosco. Ninguém é tão bom que não tenha algo de ruim e ninguém é tão ruim que não tenha algo de bom. O melhor é ser justo e aprender com as experiências vivenciadas, pois certamente elas nos trarão crescimento", pontua. Nesse sentido, a psicóloga enfatiza que nem sempre a melhor opção é fugir. Ao contrário, ir embora, muitas vezes, seria o caminho mais fácil. "Quem deseja um dia ocupar a posição de gestor vai precisar aprender a lidar com pessoas difíceis. Nada melhor do que a prática para gabaritar-se nessa árdua tarefa", conclui.






