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ANDROPAUSA
O Envelhecimento Masculino
Os níveis de testosterona no homem maduro começam a diminuir, a partir do 40 anos de idade, com o envelhecimento. O nível sanguíneo total de testosterona cai, em média, 1% ao ano. Mas não é somente a diminuição da produção que causa a escassez do hormônio. Com o envelhecimento masculino, passa a haver aumento de certas proteínas sanguíneas de transporte, que se unem à testosterona e assim bloqueiam o hormônio, impedindo que fique livre para exercer sua ação biológica.
A concentração de testosterona no organismo de um homem adulto ainda não afetado pelo envelhecimento varia entre 350 e 1.015 ng/dL e flutua no decorrer do dia (ritmo circadiano). Há leve variação em torno desse intervalo, conforme o tipo de ensaio usado em laboratório, que fica entre 300 ou 350 ng/dL (valor mínimo) e 870 ou 1.015 ng/dL (valor máximo).
Os valores podem ser até 30% mais altos nas primeiras horas da manhã em relação à noite, no período entre 18 e 22 horas, quando os níveis estão mais baixos. Essa flutuação ao longo do dia também diminui com o envelhecimento, e os homens mais idosos podem, assim, ter ereções matutinas com menos frequência.
Embora muitos apresentem deficiência de testosterona no decorrer do envelhecimento, existe grande diversidade individual. Há homens de idade avançada cujos níveis estão dentro do intervalo normal, e também é possível observar indivíduos mais jovens com sinais precoces de deficiência de androgênios.
As diferenças podem decorrer de fatores genéticos e ambientais, assim como do estilo de vida, e não somente do envelhecimento masculino.
A deficiência de testosterona causada pelo envelhecimento não se caracteriza por nenhum sinal nem sintoma específico que indique imediatamente ao médico o diagnóstico correto. O quadro clínico do envelhecimento masculino pode ser tão variado quanto as diversas funções do hormônio no organismo humano.






